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Dodge vê 'relação espúria' entre Aécio e J&F e aponta suspeita de propina de R$ 128 milhões
11/12/2018

Por Mariana Oliveira, TV Globo — Brasília

 

 

 
O senador Aécio Neves ao chegar ao Senado, em imagem de dezembro do ano passado — Foto: Marcelo Camargo / Agência BrasilO senador Aécio Neves ao chegar ao Senado, em imagem de dezembro do ano passado — Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O senador Aécio Neves ao chegar ao Senado, em imagem de dezembro do ano passado — Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou em documento de 40 páginas enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que as investigações da Polícia Federal a partir das delações da J&F indicam “com muita seriedade a existência de uma relação espúria e duradoura” entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o grupo empresarial.

Nesta terça-feira (11), a Polícia Federal e o Ministério Público Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis de Aécio Neves (PSDB-MG) e da irmã dele, a jornalista Andrea Neves, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

A operação, batizada de Ross, surgiu a partir de delação de executivos da J&F e apura denúncias de compra de apoio político.

"O vasto acervo, formado por depoimentos e provas documentais, indica a existência de uma associação criminosa voltada a corrupções de valores monumentais, da ordem de mais de cem milhões de reais. Milhões de reais foram repassados e boa parte deles, ao que apontam os indícios, por mecanismo clássico de lavagem de dinheiro”, diz Dodge, completando que há suspeitas de repasse de R$ 128 milhões em vantagens indevidas.

Na operação desta terça, autorizada pelo ministro Marco Aurélio Mello, também foram realizadas buscas em endereços do deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), em São Paulo.

Segundo a procuradora-geral, as investigações apontam que o Solidariedade teria recebido R$ 15 milhões da J&F a pedido de Aécio, com intermediação de Paulinho da Força.

De acordo com a PGR, o repasse teria sido feito por meio de doações oficiais e simulação de prestação de serviços, conforme a apuração. A PF teria identificado emissão fraudulenta de notas para “escamotear” R$ 4 milhões, afirmou Dodge.

Também foram juntadas notas fiscais apresentadas pelos delatores, reproduzidas pela PGR. Algumas dessas empresas tinham ligações, segundo a PF, com familiares do deputado Paulinho.

A procuradora afirmou que as buscas em endereços ligados a Aécio e Paulinho da Força eram necessárias para confirmação dos dados apresentados pelos delatores.

No ano passado, a Procuradoria Geral da República pediu a anulação da delação da J&F por suspeita de omissões dos delatores, mas pediu que as provas sejam mantidas válidas. O STF só deve avaliar se mantém ou anula a colaboração no ano que vem.

A procuradora opinou contra pedido da PF para afastamento do cargo e recolhimento domiciliar noturno de Aécio e outros parlamentares citados. Para Dodge, embora os fatos sejam “graves”, ainda não foram coletados elementos que justificasse a medida.

"Entendo que não há substância para medidas cautelares diversas da prisão. Com efeito, embora os específicos fatos em apuração sejam graves, ainda não foram colhidos elementos concretos demonstrando que as medidas são necessárias", afirmou.

 

O que dizez os citados

 

Em nota, a defesa de Aécio Neves informou que o senador "sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar todos os documentos que se fizessem necessários às investigações, bastando para isso o contato com seus advogados".

Os advogados do senador informaram ainda que o inquérito policial é baseado nas delações de executivos da JBS que tentam "transformar as doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na Justiça Eleitoral, em algo ilícito para, convenientemente, tentar manter os generosos benefícios de seus acordos de colaboração".

A defesa afirmou ainda que uma investigação "correta e isenta" vai apontar a verdade e a legalidade das doações feitas.

Também por meio de nota, Paulinho da Força afirmou que a acusação de compra do apoio do Solidariedade por Aécio em 2014 é "absurda" e "beira o ridículo", e que o partido já apoiava o tucano desde a criação da legenda, em 2013.

O deputado também afirma no texto que a delação da JBS "foi desmoralizada publicamente" e que está à disposição da Justiça "desde que lhe seja facultado acesso ao processo previamente."

Fonte: G1
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