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Quem são os americanos que vão estudar Medicina em Cuba
25/06/2018

Estudantes negros e latinos, que são menos de 6% dos graduados em Medicina nos EUA, têm bolsa de estudos em faculdade em Havana.


Por BBC

 

 
 
Melissa Barber se formou na Escola Latino-Americana de Medicina em Havana e hoje coordena o programa que oferece bolsa de estudos aos alunos americanos (Foto: Arquivo pessoal)Melissa Barber se formou na Escola Latino-Americana de Medicina em Havana e hoje coordena o programa que oferece bolsa de estudos aos alunos americanos (Foto: Arquivo pessoal)

Melissa Barber se formou na Escola Latino-Americana de Medicina em Havana e hoje coordena o programa que oferece bolsa de estudos aos alunos americanos (Foto: Arquivo pessoal)

A americana Sarpoma Sefa-Boakye descobriu que queria ser médica aos nove anos de idade. Nascida no sul da Califórnia, filha de imigrantes ganenses, ela conta que, em sua primeira viagem à África, para um funeral na terra natal dos pais, ficou comovida com a pobreza.

"Pensei que uma maneira de ajudar seria me tornar médica", diz Sarpoma, 39, à BBC News Brasil.

Quando chegou a hora de ingressar no curso de Medicina - que nos Estados Unidos é oferecido como pós-graduação - Sarpoma se inscreveu em universidades americanas, mas acabou escolhendo um destino menos usual: a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), na capital cubana, Havana.

Segundo ela, o que pesou na decisão foi a possibilidade de concluir o curso sem dívidas, já que o governo cubano oferece bolsas de estudos aos alunos americanos.

"Eu pensei: 'será que vou conseguir pagar um curso de Medicina nos Estados Unidos, que custa entre US$ 200 mil e 300 mil?'", lembra.

Sarpoma faz parte de um grupo de 170 médicos americanos formados pela ELAM, a maioria deles negros ou latinos.

Pode soar estranho que cidadãos de um país rico como os Estados Unidos participem de um programa voltado a jovens de comunidades de baixa renda. Mas nas faculdades americanas, negros e latinos representam menos de 6% dos graduados em Medicina.

"A maioria dos estudantes negros e latinos não tem condições de pagar pelo curso de Medicina nos Estados Unidos", afirma à BBC News Brasil a médica Melissa Barber, formada pela ELAM em 2007 e coordenadora do programa que seleciona alunos americanos para escola cubana, ligado à IFCO (Fundação Interreligiosa para Organização Comunitária, em português), em Nova York.

Como contraste, 47% dos americanos formados pela ELAM são negros e 29%, latinos. Em troca do curso gratuito, eles se comprometem a atuar em áreas carentes de serviços médicos quando voltarem ao seu país.

 

Fonte: G1
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